Série de ilustrações retrata o amor e a ligação entre pais e suas filhas pequenas – Portal Raízes

Quando falamos em família, a primeira coisa em que pensamos é na relação entre uma mãe e seus filhos, sem perceber que esta ideia de uma mãe dedicada exclusivamente à sua ninhada é bastante ultrapassada.

Hoje em dia, muitos casais já dividem igualitariamente os cuidados com os filhos e alguns pais são até mesmo responsáveis por criar os pequenos sozinhos. Por que não dedicar a eles a mesma consideração que recebem as mamães coruja?

Em homenagem a estes pais que representam o verdadeiro significado desta palavra, a ilustradora Snezhana Soosh criou lindas aquarelas que mostram todo o amor entre um pai e sua filha pequena (sim, especialmente dedicado a meninas!). As ilustrações foram publicadas através do Instagram da artista e prometem melhorar o dia de qualquer pessoa. Confere só:pai1

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O que nos aproxima

o que nos aproxima

Cada um vive a crise que vê. Vivo uma crise de escassez de esperança, um tempo de tristeza pelo que minha geração se tornou e de angústia pelo ambiente em que a próxima geração está crescendo.

Estou cansado do “climão”, dos olhares tortos, das acusações trocadas, da onipresente falta de respeito.

Penso em quando éramos crianças e nossos cérebros absorviam informações como esponjinhas insaciáveis. Ah, é impressionante como as crianças absorvem informações. Éramos maquininhas de aprender, mas em algum momento tornamo-nos máquinas de já ter certeza.

Queria voltar ao tempo em que tínhamos cérebros ávidos por aprender, mas que ninguém me ensinasse que o diferente é pior, que é perigoso, que é inimigo, que eu sou bom e ele é mau, que pobre é vagabundo e por isso sofre mesmo. Como o mundo seria diferente se ninguém ensinasse esse tipo de coisa.

Queria que as famílias, a sociedade, a mídia e a escola tivessem sido sinceras no sentido de informar que somos todos imperfeitos, limitados e iludidos, todos! Isto é ser humano e esta é uma certeza inquestionável.

Podiam ter dito que os adultos vivem em agonia há muitas gerações, angustiados e em guerra, nesse mundo que nossos ancestrais nos deixaram.

Queria que tivessem dito que precisaríamos amar e pensar muito, a fim de construir uma sociedade justa e pacífica, porque eles não conseguiram. O que conseguiram foi nos fazer repetir seus passos. Conseguiram nos fazer hipócritas, infelizes, desumanos, exploradores da miséria alheia e prepotentes.

Podiam ter dito que o sistema em que vivemos tem muitas falhas e que é urgente encontrar alternativas, ou o planeta não suportará.

Poderiam ter ensinado que os abraços curam, o perdão abre caminhos na escuridão, que somos todos um só e que todo sofrimento do mundo é de cada um.

Poderiam ter preservado nossos rios e nos ensinado a amá-los, a amar a todas as crianças, amar a Natureza e ser a cada instante gratos a Ela.

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“Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão”

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“Comer, Rezar, Amar” é um livro da escritora Elizabeth Gilbert e um filme de 2010, que narra a história da jornalista que troca a segurança de um casamento não muito feliz por uma viagem de ‘redescobrimento’. Muita gente se encantou com o livro e filme, e muitas frases foram eternizadas. Nós, da Soma de todos os Afetos, nos identificamos em diversos momentos, e percebemos que as situações vividas pela protagonista contam a história de todos nós. Por isso, selecionamos 15 frases que nos inspiram. Espero que gostem!

“A gente precisa ter o coração partido algumas vezes. Isso é um bom sinal, ter o coração partido. Quer dizer que a gente tentou alguma coisa”.

“Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.”

“Todo mundo fica assim no começo de uma história de amor: quer felicidade demais, prazer demais, até adoecer”. Continuar lendo

A nova fórmula da Kroton | ZÉducando

A nova fórmula da Kroton

A maior empresa de educação do mundo acaba de comprar uma startup, fundada por dois engenheiros. Por quê? Ela quer se tornar um Google do ensino


Felipe Mattos (à esq.) e Murilo Andrade, da Studiare;Empreendedorismo;Educação;Studiare;Kroton (Foto: Leonardo Wen/Estúdio Lunes)

Murilo Andrade (à esq.) e Felipe Mattos, da Studiare. Aos 29 anos, eles venderam a empresa, mas continuam à frente do negócio (Foto: Leonardo Wen/Estúdio Lunes)

Era julho de 2013, e o carioca Felipe Mattos vivia um frenesi movido por algoritmos. Diante de uma tela de computador, programava sem descanso. Foi aí que o telefone tocou. O alagoano Murilo Andrade, do outro lado da linha, queria convidá-lo para seu casamento. Mattos declinou. “Sinto muito, mas não posso ir”, disse. “Estou virando noites para montar uma empresa.” Não foi preciso ouvir mais nada. Andrade, que à época trabalhava no Morgan Stanley, em Londres, andava desalentadíssimo com o mundo das finanças. Perguntou se o amigo não precisava de um sócio. Nascia, naquele instante, a startup Studiare, especializada em softwares para a educação. E deu certo? Bem, em outubro, ela foi vendida por R$ 4,1 milhões para a Kroton, o maior grupo educacional do mundo. E Mattos e Andrade continuam à frente do negócio.

A Studiare produz uma tecnologia chamada, no jargão, de “ensino adaptativo”. Na prática, os algoritmos desenvolvidos pela empresa (aqueles que mal deixavam Felipe Mattos dormir) analisam o desempenho dos estudantes em provas. A partir daí, o sistema identifica as deficiências de cada aluno e propõe um plano individual de estudos. Continuar lendo

7 livros para dialogar com as crianças acerca da morte e outros assuntos difíceis – Portal Raízes

A literatura infantil tem um poder especial: tornar mais leves assuntos difíceis, e facilitar a conversa com os pequenos sobre coisas que às vezes são tabu até para nós, adultos. Abaixo, uma lista com sete livros que permitem e incentivam conversas importantes:

 

1. HARVEY – COMO ME TORNEI INVISÍVEL

Na primeira vez que li o livro – foi uma supresa enorme, não imaginava o que me esperava ali dentro. Esse é um livro pra crianças mais velhas, acima de 9 anos, pela indicação da editora – mas é um livro pra emocionar muito adulto também. Na história, o menino Harvey e o irmão Cantin perdem o pai. Chegam em casa depois de brincar e deparam-se com a ambulância levando o corpo, a mãe as prantos – e então Harvey (o livro é na voz dele) tem que lidar com a ausência do pai. Entrar em casa, encarar o ambiente vazio (Harvey, entre outras coisas, não entende como o carro do pai ainda está na garagem se ele não está lá), a solidão da primeira noite. Harvey vai se sentindo pequeno sem o pai, se tornando invisível. As ilustrações acompanham a história lindamente – e ao folhear o pequeno livro, a sensação é de estar acompanhando um filme. Emocionante, triste, bonito demais. Da editora Pulo do Gato. Continuar lendo

“Vencer na vida” não existe – PapodeHomem

Quando eu era bem mais jovem, lá no meio dos anos 90, as faltas de luz eram bem frequentes. Nossa diversão normalmente dependia de energia elétrica, seja para alimentar a televisão ou para enxergar as cartas do jogo de baralho. Sem luz, o melhor era sair na rua e se juntar às outras pessoas, colocando o papo em dia, fazendo fogueiras e contando histórias que não nos deixariam dormir à noite.

Há alguns dias aconteceu algo parecido, mas ao invés de energia elétrica, ficamos sem conexão com a internet. Essa é uma versão moderna e um pouco mais cruel do antigo problema da falta de luz. Digo mais cruel porque os aparelhos continuam funcionando, mas sem internet são apenas caixas luminosas, sem muita utilidade. Sem internet não tinha Netflix, videogame ou o mágico mundo do Youtube.

A solução para esse problema foi desempoeirar a caixa do banco imobiliário que comprei lá em 2010, jogado apenas uma vez na mesma época. As regras do jogo são simples, vence quem falir todos os outros jogadores, assumindo monopólio da cidade hipotética.

Em jogos de tabuleiro, é comum ver a seguinte dinâmica em ação.

Quando a partida começa, todos estão igualmente empolgados. Continuar lendo

“Democracia não é apenas voto, é a atitude capaz de revelar o sentido da ‘felicidade política’” – Portal Raízes

“Além do desejo de felicidade comum a cada pessoa individual, há um desejo ao qual precisamos hoje dar nome próprio, o desejo da felicidade política. No Brasil a política é, há tempos, e cada vez com mais veemência, destruída por mascarados e transformada num território de ninguém. A idéia de política como espaço da realização da comunidade, de cada indivíduo que se une em torno do bem comum, foi destruída há muito tempo. Talvez nem tenha nascido entre nós. De qualquer modo, é preciso assegurar que haja ainda sementes desta idéia que possam alimentar-nos no futuro. Do contrário, sem rumo político, sem a idéia do bem para todos, não haverá esperança, apenas a colonização e a escravidão com a qual iniciamos a história que precisamos a cada dia superar em nosso presente.

Não sabemos muito bem o que é política além do baile de máscaras que vemos pelos jornais, mas sabemos que uma das palavras que traduz sua incógnita é a democracia.  Podemos dizer que ser feliz politicamente é hoje realizar a democracia. A democracia é uma palavra capaz de traduzir toda a nossa utopia política, nosso desejo de uma sociedade em que a vida boa seja a possibilidade geral. Se nem falamos tanto em política, pois perdemos seu sentido, a democracia parece ser a palavra mágica ainda capaz de assegurar este sentido perdido. Uma vida em nome da democracia parece a todos nós uma vida boa, porque justa. É preciso a cada dia revalidar o batismo e rever o que nasce sob a luz de nosso sonho. E é preciso sonhar e reinventar o futuro.

Apesar disso jamais, desde sua invenção, abandonamos a democracia. A modernidade refez o teor da democracia traduzindo-a em nossa capacidade de voto: é a democracia representativa. Quem eleger, como eleger, são questões que nos martelam a mente dia após dia, sobretudo, em tempos de eleição. Mas será só isso? A democracia representativa é prática, mas pouco utópica, exige uma resposta imediata. Nosso tempo é rei no elogio da prática e desdenhoso dos ideais, postura que precisa com urgência ser revista.

A pergunta que precisamos colocar hoje nos toca num ponto grave: será possível manter o sentido da política e mesmo da democracia se pensamos que a democracia é apenas o voto? Somos apenas inábeis para o voto? Ou será que é toda a concepção da política que está hoje perdida? Não seria a hora de re-colocar em cena e com toda a força a ideia de uma ‘felicidade política’?”.
(Crônica de Márcia Tuburi – Publicada na Revista BemStar. São Paulo: Ed. Lua. Número 16, 2006. P. 37).

Fonte: “Democracia não é apenas voto, é a atitude capaz de revelar o sentido da ‘felicidade política’” – Portal Raízes