Considerações sobre o GOLPE

Por Blog Liberdade Política

Enganação

Claro que a mídia golpista está tentando fazer você acreditar que impeachment não é golpe, que está na Constituição, por isso é legalmente justificável que a Presidenta Dilma seja espichada do Palácio do Planalto. Mas uma coisa que nenhum monopólio de comunicação irá explicar é sobre o conteúdo desse impeachment. Você já se perguntou o seguinte:

Por qual motivo Dilma Rousseff está passando por esse processo de impeachment???

Por mais que seja uma pergunta simples, é difícil de ser respondida, ainda mais com meios de comunicação que não informam com imparcialidade, por motivos óbvios. Não se preocupe, você não é totalmente culpado por isso, são séculos de dominação da plutocracia na defesa de seus próprios interesses. A internet está aí para iniciar uma mudança de comportamento da sociedade, no qual já começa a dar uns bons frutos, mas isso deixa para um outro post.

Precisamos esclarecer alguns tópicos antes de prosseguir com o assunto. O processo do impeachment é imputado à quem comete o chamado crime de responsabilidade, está positivado na Constituição, cujo artigo 85, inciso VI, diz que atos atentatórios à lei orçamentária serão considerados crimes de responsabilidade do presidente da República. Remete, em seguida, para uma lei especial que defina melhor esses crimes. A lei já existia: é a 1.079, de 1950. Lá, pode-se ver uma lista muito abrangente de comportamentos capazes de ser punidos com o impeachment.

No capítulo V, sobre a “a probidade da administração”, fala-se que é crime, por exemplo, “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Muita coisa pode entrar nessa definição, dependendo do gosto e da força política de cada um.

Devemos ter a consciência de que, o processo de impeachment não é puramente um julgamento político, ele possuí regras jurídicas que devem ser seguidas como qualquer outra lei, sem exceção. É aí que entra em campo o golpe que parlamentares querem atribuir à figura da Presidenta.

Vamos esclarecer o que são as pedaladas fiscais que querem justificar como crime de responsabilidade. Continuar lendo

Série de ilustrações retrata o amor e a ligação entre pais e suas filhas pequenas – Portal Raízes

Quando falamos em família, a primeira coisa em que pensamos é na relação entre uma mãe e seus filhos, sem perceber que esta ideia de uma mãe dedicada exclusivamente à sua ninhada é bastante ultrapassada.

Hoje em dia, muitos casais já dividem igualitariamente os cuidados com os filhos e alguns pais são até mesmo responsáveis por criar os pequenos sozinhos. Por que não dedicar a eles a mesma consideração que recebem as mamães coruja?

Em homenagem a estes pais que representam o verdadeiro significado desta palavra, a ilustradora Snezhana Soosh criou lindas aquarelas que mostram todo o amor entre um pai e sua filha pequena (sim, especialmente dedicado a meninas!). As ilustrações foram publicadas através do Instagram da artista e prometem melhorar o dia de qualquer pessoa. Confere só:pai1

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O que nos aproxima

o que nos aproxima

Cada um vive a crise que vê. Vivo uma crise de escassez de esperança, um tempo de tristeza pelo que minha geração se tornou e de angústia pelo ambiente em que a próxima geração está crescendo.

Estou cansado do “climão”, dos olhares tortos, das acusações trocadas, da onipresente falta de respeito.

Penso em quando éramos crianças e nossos cérebros absorviam informações como esponjinhas insaciáveis. Ah, é impressionante como as crianças absorvem informações. Éramos maquininhas de aprender, mas em algum momento tornamo-nos máquinas de já ter certeza.

Queria voltar ao tempo em que tínhamos cérebros ávidos por aprender, mas que ninguém me ensinasse que o diferente é pior, que é perigoso, que é inimigo, que eu sou bom e ele é mau, que pobre é vagabundo e por isso sofre mesmo. Como o mundo seria diferente se ninguém ensinasse esse tipo de coisa.

Queria que as famílias, a sociedade, a mídia e a escola tivessem sido sinceras no sentido de informar que somos todos imperfeitos, limitados e iludidos, todos! Isto é ser humano e esta é uma certeza inquestionável.

Podiam ter dito que os adultos vivem em agonia há muitas gerações, angustiados e em guerra, nesse mundo que nossos ancestrais nos deixaram.

Queria que tivessem dito que precisaríamos amar e pensar muito, a fim de construir uma sociedade justa e pacífica, porque eles não conseguiram. O que conseguiram foi nos fazer repetir seus passos. Conseguiram nos fazer hipócritas, infelizes, desumanos, exploradores da miséria alheia e prepotentes.

Podiam ter dito que o sistema em que vivemos tem muitas falhas e que é urgente encontrar alternativas, ou o planeta não suportará.

Poderiam ter ensinado que os abraços curam, o perdão abre caminhos na escuridão, que somos todos um só e que todo sofrimento do mundo é de cada um.

Poderiam ter preservado nossos rios e nos ensinado a amá-los, a amar a todas as crianças, amar a Natureza e ser a cada instante gratos a Ela.

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“Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão”

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“Comer, Rezar, Amar” é um livro da escritora Elizabeth Gilbert e um filme de 2010, que narra a história da jornalista que troca a segurança de um casamento não muito feliz por uma viagem de ‘redescobrimento’. Muita gente se encantou com o livro e filme, e muitas frases foram eternizadas. Nós, da Soma de todos os Afetos, nos identificamos em diversos momentos, e percebemos que as situações vividas pela protagonista contam a história de todos nós. Por isso, selecionamos 15 frases que nos inspiram. Espero que gostem!

“A gente precisa ter o coração partido algumas vezes. Isso é um bom sinal, ter o coração partido. Quer dizer que a gente tentou alguma coisa”.

“Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.”

“Todo mundo fica assim no começo de uma história de amor: quer felicidade demais, prazer demais, até adoecer”. Continuar lendo

7 livros para dialogar com as crianças acerca da morte e outros assuntos difíceis – Portal Raízes

A literatura infantil tem um poder especial: tornar mais leves assuntos difíceis, e facilitar a conversa com os pequenos sobre coisas que às vezes são tabu até para nós, adultos. Abaixo, uma lista com sete livros que permitem e incentivam conversas importantes:

 

1. HARVEY – COMO ME TORNEI INVISÍVEL

Na primeira vez que li o livro – foi uma supresa enorme, não imaginava o que me esperava ali dentro. Esse é um livro pra crianças mais velhas, acima de 9 anos, pela indicação da editora – mas é um livro pra emocionar muito adulto também. Na história, o menino Harvey e o irmão Cantin perdem o pai. Chegam em casa depois de brincar e deparam-se com a ambulância levando o corpo, a mãe as prantos – e então Harvey (o livro é na voz dele) tem que lidar com a ausência do pai. Entrar em casa, encarar o ambiente vazio (Harvey, entre outras coisas, não entende como o carro do pai ainda está na garagem se ele não está lá), a solidão da primeira noite. Harvey vai se sentindo pequeno sem o pai, se tornando invisível. As ilustrações acompanham a história lindamente – e ao folhear o pequeno livro, a sensação é de estar acompanhando um filme. Emocionante, triste, bonito demais. Da editora Pulo do Gato. Continuar lendo

“Vencer na vida” não existe – PapodeHomem

Quando eu era bem mais jovem, lá no meio dos anos 90, as faltas de luz eram bem frequentes. Nossa diversão normalmente dependia de energia elétrica, seja para alimentar a televisão ou para enxergar as cartas do jogo de baralho. Sem luz, o melhor era sair na rua e se juntar às outras pessoas, colocando o papo em dia, fazendo fogueiras e contando histórias que não nos deixariam dormir à noite.

Há alguns dias aconteceu algo parecido, mas ao invés de energia elétrica, ficamos sem conexão com a internet. Essa é uma versão moderna e um pouco mais cruel do antigo problema da falta de luz. Digo mais cruel porque os aparelhos continuam funcionando, mas sem internet são apenas caixas luminosas, sem muita utilidade. Sem internet não tinha Netflix, videogame ou o mágico mundo do Youtube.

A solução para esse problema foi desempoeirar a caixa do banco imobiliário que comprei lá em 2010, jogado apenas uma vez na mesma época. As regras do jogo são simples, vence quem falir todos os outros jogadores, assumindo monopólio da cidade hipotética.

Em jogos de tabuleiro, é comum ver a seguinte dinâmica em ação.

Quando a partida começa, todos estão igualmente empolgados. Continuar lendo

Por que socialismo? Por Albert Einstein – Socialista Morena

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(Einstein de bike em 1933)

Em maio de 1949, o físico alemão radicado nos EUA Albert Einstein (1879-1955) resolveu escrever um artigo defendendo o socialismo na revista de esquerda norte-americana Monthly Review, que acabava de ser lançada. Nele, Einstein diz por que advoga uma visão socialista do mundo. Quanta atualidade no que ele diz!

Este é o texto que inspirou o pré-candidato à presidência dos EUA, Bernie Sanders, a se definir como socialista ainda na juventude. “Uma vez perguntei para ele o que queria dizer com ‘socialista’ e ele se referiu a um texto que também tinha sido fundamental para mim, ‘Por que socialismo?’, de Albert Enistein”, conta um amigo de Bernie, Jim Rader, neste artigo. “Acho que a ideia básica de Bernie sobre socialismo é tão simples quanto a formulada por Einstein.”

Leiam, traduzi para vocês.

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Por que socialismo?
Por Albert Einstein, para a Monthly Review

É aconselhável que alguém que não é um expert em assuntos econômicos e sociais expresse suas visões sobre o socialismo? Acho que sim, por várias razões.

Vamos primeiro considerar a questão sob o ponto de vista do conhecimento científico. Pode parecer que não há diferenças metodológicas essenciais entre astronomia e economia: cientistas em ambos os campos tentam descobrir leis gerais para aplicar a certo grupo de fenômenos e possibilitar que a inter-relação desses fenômenos seja tão compreensível quanto possível. Mas na realidade essas diferenças metodológicas existem. A descoberta de leis gerais no campo da economia se torna difícil pelo fato que os fenômenos econômicos analisados são frequentemente afetados por diversos fatores muito difíceis de avaliar separadamente. Continuar lendo