Tudo ou nada!

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Por Blog Liberdade Política

Os principais meios de comunicação do país partiram para o “tudo ou nada”, afobados com a possibilidade do golpe se consumar, utilizam-se do poder das palavras para manipular a massa de manobra e buscar a legitimidade que nunca conseguiriam se estivéssemos o mínimo de imparcialidade que uma concessão pública, à serviço da sociedade em geral, devesse respeitar.

Hoje pela manhã, ao acessar um site de grande visualização, me deparei com um título de uma matéria um tanto quanto previsível, porque já imaginava o teor da matéria, vamos à ela:

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Aí você entra na matéria, achando que determinados Ministros já teriam jogado a toalha, mas não, em nenhum momento aparece o nome de algum que se pronunciou a respeito do tema, nenhum Ministro é citado nominalmente, é tudo na base do subjetivismo. Não há um compromisso com a verdade em informar o leitor de forma correta e imparcial. Na realidade é a opinião dos próprios editores do site, que pertence ao maior grupo de mídia e comunicação do país, e que está à favor do golpe, acho que isso explica tudo.

É uma guerra psicológica contra a população, diariamente bombardeada para todos aqueles, que por sinal a grande maioria, que só leem o título da matéria, que não tem a capacidade de discernimento necessária para saber o que é manipulado ou não. Segundo um grande Jornalista da atualidade, a mídia já é considerado o quarto poder da República, por sua imensa influência nos rumos da sociedade, para o bem ou para o mal, infelizmente.

A Internet, enquanto não houver uma regulação justa do Setor de Meios de Comunicação, é o único canal onde ainda existe pluralidade de opiniões sem que haja qualquer tipo de censura, e devemos lutar para que isso não mude. Porque se o golpe se consumar com todos esses ratos tomando o poder, o maior prejudicado, mais uma vez será a sociedade.

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Dez lições da múltipla crise brasileira | Leonardo Boff

Toda crise acrisola, purifica e faz madurar. Que lições podemos tirar dela? Elenco algumas.

Primeira lição: o tipo de sociedade que temos não pode mais continuar assim com é. As manifestações de 2013 e as atuais mostraram claramente: não queremos mais uma democracia de baixíssima intensidade, uma sociedade profundamente desigual e uma política de negociatas. Nas manifestações os políticos também os da oposição foram escorraçados. Igualmente movimentos sociais organizados. Queremos outro tipo de Brasil, diverso daquele que herdamos que seja democrático, includene, justo e sustentável.

Segunda lição: superar a vergonhosa desigualdade social impedindo que 5 mil famílias extensas controlem quase metade da riqueza nacional. Essa desigualdade se traduz por uma perversa concentração de terras, de capitais e de uma dominação iniqua do sistema financeiro, com bancos que extorquem o povo e o governo cobrando-lhe um superávit primário absurdo para pagar os juros da dívida pública. Enquanto  não se taxarem as grandes fortunas e não submeterem os bancos a níveis razoáveis de lucro o Brasil será sempre desigual, injusto e pobre.

Terceira lição: prevalência do capital social  sobre o capital individual. Quer dizer, o que faz o povo evoluir não é matar-lhe simplesmente a fome e faze-lo um consumidor mas fortalecer-lhe o capital social feito pela educação, pela saúde, pela cultura e pela busca do bem-viver, pré-condições de uma cidadania plena.

Quarta lição: cobrar uma democracia participativa, construída de baixo para cima com forte presença da sociedade organizada especialmente dos movimentos sociais que enriquecem a democracia representativa que, por causa de sua histórica corrupção, o povo sente que ela não mais o representa.

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Viva com alguém que estimule o seu juízo e principalmente a sua loucura

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Ama alguém que permita que tu sejas tu mesmo. Dos pés à cabeça, de corpo e alma, durante a vida inteira. Que não te proíba de ser feliz. Que não te faça de fantoche, que não viva de aparências. Que respeite as tuas crenças. Que te deixe fazer coisas bestas. Que te faça dar risadas do nada, daquelas gargalhadas de doer a barriga, de chorar de verdade, de perder as estribeiras. Alguém à frente do qual tu possas chorar sem medo e não precises esconder-te no banheiro.

Que seja paciente com os obstáculos que houver no caminho. Que não ache ruim se tu errares o nome do parente e que ainda ache graça do teu jeito esquecido e estabanado. Que não te faça sentir culpado. Alguém que não te obrigue a vestir uma roupa menos ou mais ousada. Que não te julgue quando estiveres a morrer de fome e quiseres comer um hambúrguer às 2h da tarde ou à meia noite (quem disse que não se pode comer carboidratos à noite?). Que não te ame só pelo que vê, mas também pelo que sente vindo de ti.

Alguém que permita que tu sejas imbecil e inteligente ao mesmo tempo – porque ninguém nasceu a saber tudo.

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A nova fórmula da Kroton | ZÉducando

A nova fórmula da Kroton

A maior empresa de educação do mundo acaba de comprar uma startup, fundada por dois engenheiros. Por quê? Ela quer se tornar um Google do ensino


Felipe Mattos (à esq.) e Murilo Andrade, da Studiare;Empreendedorismo;Educação;Studiare;Kroton (Foto: Leonardo Wen/Estúdio Lunes)

Murilo Andrade (à esq.) e Felipe Mattos, da Studiare. Aos 29 anos, eles venderam a empresa, mas continuam à frente do negócio (Foto: Leonardo Wen/Estúdio Lunes)

Era julho de 2013, e o carioca Felipe Mattos vivia um frenesi movido por algoritmos. Diante de uma tela de computador, programava sem descanso. Foi aí que o telefone tocou. O alagoano Murilo Andrade, do outro lado da linha, queria convidá-lo para seu casamento. Mattos declinou. “Sinto muito, mas não posso ir”, disse. “Estou virando noites para montar uma empresa.” Não foi preciso ouvir mais nada. Andrade, que à época trabalhava no Morgan Stanley, em Londres, andava desalentadíssimo com o mundo das finanças. Perguntou se o amigo não precisava de um sócio. Nascia, naquele instante, a startup Studiare, especializada em softwares para a educação. E deu certo? Bem, em outubro, ela foi vendida por R$ 4,1 milhões para a Kroton, o maior grupo educacional do mundo. E Mattos e Andrade continuam à frente do negócio.

A Studiare produz uma tecnologia chamada, no jargão, de “ensino adaptativo”. Na prática, os algoritmos desenvolvidos pela empresa (aqueles que mal deixavam Felipe Mattos dormir) analisam o desempenho dos estudantes em provas. A partir daí, o sistema identifica as deficiências de cada aluno e propõe um plano individual de estudos. Continuar lendo

Porque não podem mais nos calar? 60% dos lares têm internet, ora – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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O IBGE divulgou hoje sua pesquisa sobre o uso de internet no Brasil

Em 2014, 54.4% dos domicílios brasileiros tinham conexão com a web. Mantido o crescimento dos últimos anos, é perfeitamente possível dizer que hoje este número ronda os  os 60%.

Dez anos antes (2004), eram 12%.

Entre os jovens (15 a 30 anos) são 80% ou mais, hoje.

Claro que a rede é dominada – o mundo inteiro é – pelos grandes grupos empresariais. Produzem muita besteira, pouco conteúdo e promovem enormes interesses.

Mas a internet é tão imensa que sobra espaço, como em nenhum outro meio de comunicação, para as pessoas e para as ideias que se opõem à dominação.

E a dominação depende do silêncio, depende que o menino não possa dizer que o rei está nu.

A grande mídia tem a hegemonia dos meios de comunicação e os meios de comunicação têm cada vez mais hegemonia no processo de formação (e deformação) do pensamento coletivo.Porque o que eles defendem é ruim, falso, perverso, desumano.

Têm a hegemonia, mas cada vez menos têm o monopólio.

Porque são gigantes e nós, formiguinhas.

É por isso que eles vão sempre começar ganhando.

E muito provavelmente terminar perdendo.

Fonte: Porque não podem mais nos calar? 60% dos lares têm internet, ora – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Petrobras continua produtiva e lucrativa – O Cafezinho

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BALANÇO DE 2015 PUBLICADO MOSTRA QUE PETROBRAS, NA ESSÊNCIA, CONTINUA PRODUTIVA E LUCRATIVA

por Cláudio da Costa Oliveira

As demonstrações financeiras publicadas no último dia 21 de março, mesmo que registrando um prejuízo recorde de R$ 34,8 bilhões, causado por um ajuste contábil, chamado de “impairment” (vide anexo) que , em síntese, no caso da Petrobras, trata-se de um exercício de hipóteses distantes da realidade da empresa e desprovidos de bom senso e lógica, mostra também que a empresa mantem intactos todos os seus aspectos positivos.

Apesar de que muitos insistam em tentar denegrir o nome da Petrobras, afirmando que“está quebrada”, “está arruinada” etc, os números apresentados no balanço auditado, mostram uma empresa equilibrada e fadada ao sucesso.
Este artigo é baseado apenas em dados oficiais da empresa.

SITUAÇÃO ECONÔMICA

Como já exposto em artigo anterior (“A Verdade Sobre a Petrobras”), a queda no preço internacional do barril de petróleo melhora o resultado da Petrobras em função de:

– A receita da Petrobras não tem vinculação com o preço internacional do barril. Está baseada nos preços dos combustíveis que nós pagamos aqui no mercado interno. Hoje, acreditamos que este valor equivale a um preço de barril entre US$ 70 e US$ 80;

– Os gastos com royaties e participações especiais caem, pois estes sim, tem os cálculos vinculados ao preço do barril.
– Aumenta a margem da Petrobras na importação e revenda de combustíveis no mercado interno.

Por outro lado, a desvalorização do Real em relação ao US$ atua no sentido inverso, prejudicando o resultado em função de:

– Aumenta os custos baseados em US$, como royalties e participações especiais. (note-se então que royalties tem efeito positivo com a queda do preço do barril, e efeito negativo com a desvalorização do Real).
– Aumenta os gastos com juros com empréstimos efetuados em moeda estrangeira.
– Aumenta o valor total da dívida em moeda estrangeira, com importante efeito contábil (não financeiro) no resultado.

De qualquer forma, considerados os efeitos positivos e negativos, o Lucro Bruto da Petrobras apresentou em 2015 um crescimento de 23 % em relação a 2014, passando de R$ 80,4 bilhões para R$ 98,6 bilhões. Continuar lendo