“Saída” do PMDB da base do Governo

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Por Liberdade Política

Acompanhando esses últimos acontecimentos na Política, com a “saída” do PMDB da base do Governo, me veio à mente uma frase do meu Prof. Carlos Alberto, Constitucionalista e dos quais me identifico como grande defensor do Estado Democrático de Direito:

Na Política, não existe vácuo no Poder”

Por mais que na minha humilde opinião, Temer, Cunha, Renan e afins, estejam cometendo um suicídio político, querendo assumir o poder de forma espúria, desrespeitando 54 milhões de votos na última eleição para implantar no país um governo “livre de corrupção” e trazendo novamente o crescimento que o povo tanto anseia. Como se tivessem alguma ética e dignidade para tal, tentando se passar como defensores da moral e dos bons costumes para aplicar um golpe às claras. Mas como temos precedentes para analisar e traçar uma previsão, podemos afirmar que a história não os perdoará, ela será implacável no momento certo, serão tachados de traidores da democracia brasileira.

Voltando a frase dita pelo querido Prof. Carlos, podemos tirar várias conclusões a partir desta, a começar pela entrega de cargos dos políticos do PMDB definido na convenção nacional no último dia 29 deste mês, na qual, por conveniência não foi estipulado prazo para entrega. A Presidenta poderia fazer o bem a sí mesma e se antecipar a esse gesto admirável do PMDB fazendo uma reforma ministerial com outros partidos que mais que rapidamente se prontificarão a aceitá-la, para aumentar sua base de apoio na Câmara. Gesto esse do PMDB que depois de mamar durante todo esse tempo, quer abandonar o barco com a certeza que o golpe já está sacramentado. Não há unanimidade nessa decisão, dos 7 Ministros do Partido, 3 já se pronunciaram que não vão deixar o Governo, mas isso é apenas um “detalhe” a ser resolvido.

Por mais que as Instituições pareçam imaturas a esse ponto, de aceitar um golpe às claras desrespeitando o sufrágio universal decidido na última eleição, acredito que a coerência e o respeito a nossa Lei Maior de 88, prevalecerão sobre os que querem transformar o País novamente numa democracia fajuta, não condizente com o tamanho do país. Me recordo de uma frase do advogado criminalista Fernando Augusto Fernandes, que me marcou muito:

“O amadurecimento das instituições se fará quando a Constituição for respeitada.”

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