Delegado da PF gagueja e fica em saia justa durante CPI do Carf

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                Marlon Cajado, delegado da Polícia Federal (reprodução)

 

Paulo Pimenta deixa delegado da Polícia Federal em saia justa durante CPI do Carf: Por que você chamou Lula para depor mas não o autor da emenda, FHC?

O delegado da Polícia Federal, Marlon Cajado, não soube explicar por que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, autor de uma Medida Provisória para o setor automotivo sob suspeita, não foi chamado para prestar esclarecimentos no âmbito da operação Zelotes. O questionamento foi feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) em audiência da CPI do Carf, nesta terça-feira (29).

Pimenta fez uma série de perguntas que ficaram sem resposta. “Você chamou o ex-presidente Fernando Henrique, como autoridade da época, para explicar porque foi editada e a importância dessa Medida Provisória? Você não entendeu que era importante chamar o presidente que editou a MP original, só quem reeditou?”

Sem respostas, o delegado se limitou a ficar em silêncio e a responder “não”, seguidas vezes, aos questionamentos feitos pelo deputado Paulo Pimenta.

Zelotes perde o foco das investigações, “um ano e até agora nada“

A investigação original da Zelotes surgiu para investigar 74 julgamentos suspeitos no Carf, o Conselho de Recursos Fiscais Administrativos, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. A operação apurava sonegação fiscal, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro em que grandes empresas, por meio de escritórios de advocacia, pagavam propina para os conselheiros do Carf anularem multas dessas empresas com o Fisco. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 20 bilhões. Continuar lendo

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Marco Aurélio Mello mitou ao dizer o óbvio: é golpe. Por Paulo Nogueira – Diário do Centro do Mundo

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É golpe: Marco Aurélio Mello, do STF

E quando as esperanças numa Justiça menos brutalmente politizada começavam a se esvair eis que surge Marco Aurélio Mello, insuspeito de petismo, lulopetismo ou qualquer daquelas categorias que a Globo tenta demonizar na sua louca cavalgada de tentar provar o impossível: que o golpe não é golpe.

Mello se ergueu nas sombras, com a coragem que vem faltando a tantos colegas seus na Suprema Corte, e lacrou: impedimento sem fato jurídico transparece a golpe.

Acabou, aí, a discussão.

Não foi Dilma, não foi Lula, não foi o PT que definiu o que está ocorrendo como golpe: foi um ministro que não pode ser acusado de qualquer simpatia pela esquerda ou por suas causas.

A história haverá de prestar a ele o devido tributo.

Você pega um juiz como Gilmar Mendes. Qual é a credibilidade do que ele fala? Nenhuma. É um militante político em toga. Você acredita na isenção dele tanto quanto acredita na isenção da Globo, da Veja, de FHC, Aécio e por aí vai. Continuar lendo

ConJur – Moro criou novo tipo de extinção de punibilidade: pedido de desculpas

Por Lenio Luiz Streck

Caricatura Lenio Luiz Streck (nova) [Spacca]

Esta coluna é light. Ficou mais light ainda depois que li a recomendação do procurador-geral da República: Segundo Rodrigo Janot, os integrantes do Ministério Público Federal devem evitar o “messianismo”, as “cizânias personalistas” e os “arroubos das idiossincrasias individuais”. Ouviram bem, senhores procuradores? Recortei e colei na geladeira de minha Dacha. Vou cobrar.

Sigo. Por isso, não há tese alguma a ser descrita ou defendida no Senso Incomum de hoje. Afinal, quem lê tanta notícia, perguntava Caetano Veloso na canção Alegria, Alegria. O que mais se pode dizer sobre os acontecimentos? Eis a questão. Algumas frases e falas acabaram com a discussão. No caos que se formou, sobra muito pouco. Assim:

O que dizer sobre o direito de Pindorama depois que o professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho fez uma interpretação do impeachment conforme a Constituição norte-americana? Cessa tudo o que a antiga musa canta. Depois da verfassungskonforme Auslegung (interpretação conforme a Constituição, foi lançada a Interpretation des brasilianischen Amtsenthebung (Impeachment) in Übereinstimmung mit der nordamerikanischen Verfassung ou talvez, The Interpretation of the Brazilian impeachment in accordance with the North American Constitution. Portanto, não é necessário provar crime nenhum. Pronto. Magister dixit. Informações que me foram dadas, à socapa e à sorrelfa, pelo jurista G. Camarote (autor do livro em italiano, em 3 volumes,
Sapere sempre tutto ciò che accade nel governo e più in impeachment — “sempre sei tudo sobre o governo e até do impeachment”), indicam que Cunha teria mandado a OAB emendar a inicial, por esta não ter fundamentado o pedido na Constituição americana. A ver. As fontes do G.(Rei do) Camarote nem sempre são confiáveis.

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A doença da médica que negou atendimento a um bebê porque a mãe é petista. Por Kiko Nogueira – Diário do Centro do Mundo

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Ariane Leitão, mãe de Francisco

Que tipo de país tem uma médica que se recusa a atender uma criança de um ano e um mês porque a mãe é membro de um partido “inimigo”?

A escalada fascista conseguiu colocar o Brasil de cabeça para baixo em diversos sentidos. Num espectro amplo, se você admite que um meliante como Eduardo Cunha comande o impeachment, você está disposto a aceitar qualquer coisa em nome de sabe-se lá o quê.

Velhinhas de praça com cartazes perguntando “por que não mataram todos em 64”, suas netas mandando Dilma tomar no cu, jovens sendo linchados por estarem numa bicicleta vermelha, endereços de familiares de juízes divulgados na internet — qual o limite?

O limite será ultrapassado dia a dia até surgir o primeiro cadáver, e isso não é garantia de que o ciclo será interrompido.

Ariane Leitão, ex-secretária de Porto Alegre na gestão Tarso Genro, teve o bom sendo se tornar pública uma história repulsiva. A pediatra de seu bebê cancelou uma consulta porque ela é petista.

Enviou-lhe uma mensagem de WhatsApp: Continuar lendo

Presidente do Simers diz que médica acertou ao não atender bebê de mãe petista

“Ela tem que se orgulhar disso. Não tem que se arrepender”, diz presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) sobre médica que negou atendimento a bebê de 1 ano após descobrir que a mãe da criança era petista

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Paulo de Argollo Mendes, presidente do Simers, já se envolveu em outras polêmicas no passado. Foi um dos principais críticos da vinda dos médicos cubanos ao Brasil, mas depois descobriu-se que seus filhos cursaram medicina no Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey, em Cuba.

 

 

 

Na última semana, Pragmatismo Político noticiou o caso da pediatra que recusou atendimento a um bebê de 1 ano depois de descobrir que a mãe da criança era filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), no Rio Grande do Sul (relembre aqui).

“Fiquei tão chocada que a sensação, na hora, era de que tinham me dado um soco no estômago! Nada pode ser pior que envolver teu filho nessa canalhice toda”, desabafou a mãe.

O episódio também gerou indignação entre os leitores do site.

“Um caso sério de desvio de conduta, um equívoco lamentável, uma médica jamais poderia colocar discordâncias políticas acima de suas responsabilidades profissionais”, escreveu o leitor Gustavo.

O repúdio, porém, não foi compartilhado por Paulo de Argollo Mendes (imagem acima), presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Em entrevista ao portal Diário Gaúcho, Argollo afirmou que a pediatra denunciada não tem que se arrepender do que fez, mas “se orgulhar, porque agiu de maneira ética e honesta”.

Confira trechos da entrevista: Continuar lendo

“Saída” do PMDB da base do Governo

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Por Liberdade Política

Acompanhando esses últimos acontecimentos na Política, com a “saída” do PMDB da base do Governo, me veio à mente uma frase do meu Prof. Carlos Alberto, Constitucionalista e dos quais me identifico como grande defensor do Estado Democrático de Direito:

Na Política, não existe vácuo no Poder”

Por mais que na minha humilde opinião, Temer, Cunha, Renan e afins, estejam cometendo um suicídio político, querendo assumir o poder de forma espúria, desrespeitando 54 milhões de votos na última eleição para implantar no país um governo “livre de corrupção” e trazendo novamente o crescimento que o povo tanto anseia. Como se tivessem alguma ética e dignidade para tal, tentando se passar como defensores da moral e dos bons costumes para aplicar um golpe às claras. Mas como temos precedentes para analisar e traçar uma previsão, podemos afirmar que a história não os perdoará, ela será implacável no momento certo, serão tachados de traidores da democracia brasileira.

Voltando a frase dita pelo querido Prof. Carlos, podemos tirar várias conclusões a partir desta, a começar pela entrega de cargos dos políticos do PMDB definido na convenção nacional no último dia 29 deste mês, na qual, por conveniência não foi estipulado prazo para entrega. A Presidenta poderia fazer o bem a sí mesma e se antecipar a esse gesto admirável do PMDB fazendo uma reforma ministerial com outros partidos que mais que rapidamente se prontificarão a aceitá-la, para aumentar sua base de apoio na Câmara. Gesto esse do PMDB que depois de mamar durante todo esse tempo, quer abandonar o barco com a certeza que o golpe já está sacramentado. Não há unanimidade nessa decisão, dos 7 Ministros do Partido, 3 já se pronunciaram que não vão deixar o Governo, mas isso é apenas um “detalhe” a ser resolvido.

Por mais que as Instituições pareçam imaturas a esse ponto, de aceitar um golpe às claras desrespeitando o sufrágio universal decidido na última eleição, acredito que a coerência e o respeito a nossa Lei Maior de 88, prevalecerão sobre os que querem transformar o País novamente numa democracia fajuta, não condizente com o tamanho do país. Me recordo de uma frase do advogado criminalista Fernando Augusto Fernandes, que me marcou muito:

“O amadurecimento das instituições se fará quando a Constituição for respeitada.”